
A China planeja desenvolver um sistema de inteligência artificial de código aberto que poderá ser utilizado e aprimorado em conjunto pelos países que fazem parte do BRICS, entre os quais o Brasil, bem como os parceiros. A novidade foi detalhadas pelo líder chinês Xi Jinping no último domingo (13), durante a cúpula do bloco em Nova Délhi (Índia).
Segundo o presidente da China, a iniciativa é parte de um esforço mais amplo do gigante asiático para aumentar a cooperação internacional, fortalecendo a posição do grupo. Ele já havia defendido uma maior participação global no desenvolvimento da tecnologia na Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em julho.
Ainda de acordo com Xi, o projeto estimula o compartilhamento de tecnologias para a criação de novos modelos e aplicações de IA, reduzindo a dependência de sistemas criados por empresas dos Estados Unidos. Para viabilizá-lo, há planos de disponibilizar uma plataforma em nuvem para o ecossistema digital do bloco.
O mandatário também reforçou a necessidade de elaborar regras para evitar o “caos e a desordem” associados à tecnologia. Para ele, a regulamentação internacional deve ser escrita com a participação de todos os países, garantindo a aplicação das leis igualmente.
Além de assumir a responsabilidade por organizar o desenvolvimento da plataforma de IA aberta para o BRICS, a China disse estar pronta para auxiliar os membros do grupo na construção de fábricas inteligentes e no desenvolvimento de normas e padrões. Dessa forma, os países promoveriam a modernização do setor manufatureiro em conjunto.
Durante a cúpula, outros países do BRICS comentaram o assunto. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, criticou a tentativa de tornar minerais críticos e a tecnologia em armas diplomáticas, o que na sua visão atrapalha o acesso às inovações, deixando-as restritas a poucas nações.
Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, destacou a necessidade de reformar a governança global. De acordo com ele, isso é essencial para garantir a integração até dentro do próprio bloco em relação ao uso de uma IA em conjunto.
Recentemente, a regulamentação da IA também foi tratada pela ONU. Relembre o que a entidade disse.
Com informações de Reuters, CNBC, CNN e Ministério das Relações Exteriores da China.
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